Gestão de Fretes
Roteirização de cargas: como otimizar rotas e reduzir custos

Como planejar rotas considerando distância, pedágio, janelas de entrega e jornada do motorista para reduzir o custo por viagem.
A roteirização de cargas é o processo de definir a sequência e o caminho das entregas de forma a atender o cliente gastando o mínimo possível de tempo, combustível e pedágio. Parece simples, mas envolve variáveis que se contradizem: a rota mais curta nem sempre é a mais barata, e a mais barata nem sempre cabe na jornada legal do motorista.
As variáveis que realmente pesam
- Distância e tipo de via: trechos de serra e estradas em mau estado elevam consumo e manutenção mesmo com quilometragem menor.
- Pedágio: o custo por eixo em determinadas rodovias pode inverter a comparação entre dois caminhos.
- Janelas de recebimento: clientes com horário fixo de descarga determinam a ordem das paradas.
- Jornada do motorista: a Lei 13.103/2015 estabelece limites de direção e descanso que precisam ser respeitados no planejamento.
- Restrições urbanas: rodízio, zonas de restrição de caminhões e horários permitidos em grandes cidades.
Roteirização em distribuição x transferência
Na transferência (viagens longas entre unidades), o foco é escolher o corredor com melhor relação entre distância, pedágio e tempo. Na distribuição urbana, o desafio é a sequência de paradas: reduzir deslocamento entre clientes vale mais que economizar quilômetros na chegada à cidade.
Quem usa a Fretac
Embarcadores e transportadoras do agronegócio e da indústria usam a Fretac para cotar, contratar e comprovar o Vale-Pedágio na mesma plataforma.
Como otimizar rotas na prática
- Cadastre os pontos de entrega com endereço correto e janela de recebimento.
- Agrupe entregas por região e por janela, não apenas por ordem de pedido.
- Simule ao menos dois caminhos por rota longa, comparando distância, pedágio e tempo estimado.
- Considere a jornada do motorista e os pontos de parada seguros.
- Compare o planejado com o realizado após a viagem e ajuste o padrão da rota.
O último passo é o mais negligenciado. Sem comparar planejado e realizado, a roteirização vira exercício teórico. A torre de controle da plataforma Fretac registra o andamento das viagens, o que permite corrigir premissas de tempo e custo com base no que acontece na estrada.
Efeito direto no Vale-Pedágio
Como o pedágio compõe boa parte do custo em corredores como as rodovias paulistas e do Centro-Oeste, mudanças de rota alteram o valor do Vale-Pedágio Obrigatório que o embarcador precisa antecipar. Planejar a rota e calcular o VPO no mesmo fluxo evita divergência entre o que foi antecipado e o efetivamente gasto — tema detalhado em como calcular o vale-pedágio obrigatório.
Conclusão
Roteirizar bem é equilibrar custo, prazo e legalidade. Comece medindo o realizado das suas rotas atuais: quase sempre há trechos onde o hábito, e não o cálculo, define o caminho.
Perguntas frequentes
Roteirização serve só para distribuição urbana?
Não. Em viagens longas, a escolha do corredor muda significativamente o custo com pedágio e o tempo de ciclo do veículo.
A rota mais curta é sempre a mais barata?
Não. Pedágio, relevo, qualidade da via e restrições de horário podem tornar um caminho mais longo mais econômico no total.
Como a jornada do motorista afeta a rota?
A Lei 13.103/2015 define limites de direção e períodos de descanso, o que exige prever paradas seguras dentro do planejamento da viagem.
Operações reais
Fluxo de BIDs, contratação e Vale-Pedágio usado em operações de agro e indústria.
Conformidade Lei 10.209/01
Evidência de repasse do Vale-Pedágio vinculada ao CT-e e ao MDF-e.
Embarcadores e transportadores
Uma plataforma só para quem contrata e para quem executa o frete.
Planeje a rota e o pedágio no mesmo fluxo
Compare caminhos, acompanhe a viagem em tempo real e mantenha o Vale-Pedágio coerente com a rota executada.